quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Sindicato Nacional de Psicólogos

Caros colegas, 
 
O Sindicato Nacional de Psicólogos vem convocar uma reunião com todos os colegas cuja actividade profissional se desenvolva em escolas, a realizar dia 11 de Novembro às 19 horas, na sede do SNP.

O contexto de trabalho dos psicólogos nas escolas caracteriza-se por alguma dispersão e isolamento, a reunião no SNP é um momento privilegiado de contacto, partilha de experiências e de opiniões entre colegas.
Tal como outras classes profissionais, os psicólogos atravessam neste período inúmeras dificuldades relacionadas com o desemprego, a precariedade, condições laborais deficitárias, entre outras.

Os psicólogos não podem retirar-se da discussão e da intervenção nos assuntos que lhes dizem respeito.

A intervenção do SNP depende do contributo de todos de forma a avaliar correctamente a realidade laboral e as formas de intervenção mais eficazes que possam dar resposta ás necessidades sentidas.

Desta forma propomos a seguinte agenda de trabalhos:

1-    Situação actual dos psicólogos nas escolas;

2-    Impacto das medidas PECII e OGE na classe profissional;

3-    Formas de organização e intervenção.


Novembro/2010

A Direcção

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

A Deficiência Mental


A Deficiência Mental

A Deficiência Mental é uma perturbação do desenvolvimento intelectual que se manifesta durante o período de desenvolvimento. Caracteriza-se por um nível de funcionamento intelectual (avaliado através de testes de inteligência estandardizados) significativamente abaixo da média, e por limitações significativas das competências de vida diária (comportamentos adaptativos).
A Deficiência Mental ocorre em 2.5-3% da população geral, independentemente de características raciais, étnicas, educacionais, sociais ou económicas.
O diagnóstico de Deficiência Mental é feito quando um indivíduo tem um nível de funcionamento intelectual significativamente inferior à média e possui limitações graves em duas ou mais áreas do comportamento adaptativo. O nível de funcionamento intelectual é obtido através de testes estandardizados que avaliam a capacidade de raciocínio em termos de idade mental (coeficiente intelectual ou Q.I.).
 A Deficiência Mental caracteriza-se por um resultado de Q.I. inferior a 70-75. Os comportamentos adaptativos são competências necessárias à vida diária: incluem a capacidade de produzir e compreender linguagem (comunicação); competências de vida doméstica; o uso dos recursos da comunidade (saúde, segurança, lazer...); cuidados pessoais; competências sociais; competências académicas funcionais (leitura, escrita e aritmética); e capacidade de trabalho.
A maioria das crianças com Deficiência Mental atinge as aquisições do desenvolvimento, tais como andar e falar, mais tarde do que é normal. Os sintomas da Deficiência Mental podem manifestar-se logo após o nascimento ou durante a infância. O momento da sua manifestação depende bastante da causa da deficiência. Alguns casos de Deficiência Mental não são diagnosticados antes da entrada da criança no infantário ou escola. É comum que estas crianças apresentem dificuldades nas competências sociais e de comunicação e nas aquisições académicas funcionais. As crianças com doenças neurológicas, tais como encefalite ou meningite, podem repentinamente manifestar sinais de dificuldades cognitivas e adaptativas.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Governo garante estudo acompanhado para alunos com «necessidades efectivas»

QUARTA-FEIRA, 27-10-2010, ANO 11, N.º 3924  -
Governo garante estudo acompanhado para alunos com «necessidades efectivas»
 
O Ministério da Educação assegurou, esta segunda-feira, que o «estudo acompanhado» vai continuar praticar-se nas escolas, embora apenas para alunos com «necessidades efectivas». A Federação Nacional da Educação mantém as críticas ao Governo.

O gabinete de Isabel Alçada explicou, segundo a TSF, que o fim da «área de projecto» com a «ausência de resultados» nas aprendizagens. João Dias da Silva, da FNE, garante que é preciso dotar as escolas de mais meios para melhorar o apoio aos alunos.
21:28 - 25-10-2010

CRIANÇAS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: Governo garante estudo acompanhado para alunos com...

CRIANÇAS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: Governo garante estudo acompanhado para alunos com...: "

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

PROCESSAMENTO SENSORIAL - AUTISMO


Uma das características mais paradoxais das crianças com autismo é a inconsistência da sua reacção face aos estímulos perceptivos, o que perturba todo o seu processo de aprendizagem.
Podemos considerar os estímulos tácteis, visuais e auditivos, como aqueles que se encontram directamente implicados nesse processo. Com efeito, este processo tem em conta a capacidade que a criança possui para integrar duas modalidades sensóriais ao mesmo tempo e, o tempo necessário para processar e organizar a informação.
Contudo, a capacidade da criança para receber a informação, pode não indicar necessariamente a capacidade de processar essas percepções e usá-las por forma a aprender nova informação.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

ENSINO ESTRUTURADO - AUTISMO

O ensino estruturado consiste num dos aspectos pedagógicos mais importantes do modelo TEACCH. O modelo TEACCH surgiu na sequência de um projecto de investigação que se destinava a ensinar aos pais técnicas comportamentais e métodos de educação especial que respondessem às necessidades dos seus filhos com autismo. Foi desenvolvido por Eric Schopler e seus colaboradores na década de 70, na Carolina do Norte (Estados Unidos da América).
A filosofia deste modelo tem como objectivo principal ajudar a criança com PEA - Problemas Espectro Autismo a crescer e a melhorar os seus desempenhos e capacidades adaptativas de modo a atingir o máximo de autonomia ao longo da vida.
O ensino estruturado que é aplicado pelo modelo TEACCH, tem vindo a ser utilizado em Portugal, desde 1996, como resposta educativa aos alunos com PEA em escolas do ensino regular.

CRIANÇAS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: Horários escolares vão ser investigados

CRIANÇAS COM NECESSIDADES EDUCATIVAS ESPECIAIS E DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: Horários escolares vão ser investigados: "www.psicopedagogavaleria.com.br"

Apenas três em cada dez alunos terminam o secundário sem nunca ter chumbado um ano


 


Apenas três em cada dez alunos terminam o secundário sem nunca ter chumbado um ano


21.10.2010 - 07:54 Por Bárbara Wong

Em 1994/95, entraram na escola 109.233 alunos; no final dos 12 anos de escolaridade, apenas 32.526 tinham terminado o 12.º ano. Era este o retrato do ensino secundário em 2005/06, ano em que apenas três em cada dez alunos concluíram o secundário sem nunca ter chumbado um ano.

Um cenário que o Conselho Nacional de Educação (CNE) quer que mude. Para isso, recomenda que sejam criados mais percursos escolares, de preferência individualizados, de maneira a não deixar nenhum aluno para trás. Os jovens que actualmente estão no 8.º ano são os primeiros para quem a escolaridade obrigatória é de 12 anos ou que têm de estar na escola até aos 18 anos de idade.
"Somos bons a ensinar o aluno médio, mas temos problemas em recuperar os que têm dificuldades. Temos dificuldade em atenuar os efeitos da condição de origem dos alunos", reconhece Ana Maria Bettencourt, presidente do CNE, para quem "é preciso mais trabalho na sala de aula". A equipa do conselho vai hoje ao Parlamento entregar o primeiro relatório sobre o Estado da Educação, que prevê fazer anualmente.
O CNE, um órgão que reúne representantes dos parceiros educativos, sociais e económicos, não produz estatística, mas coligiu a existente e faz a partir dela várias recomendações à tutela, da primeira infância ao ensino superior.
A preocupação deste relatório centra-se na "equidade e qualidade do sistema", revela Ana Maria Bettencourt, lembrando que 43 por cento dos alunos do básico e secundário beneficiam de apoio social, o que revela o "nível de carência socioeconómica das famílias". Nesse sentido, o CNE recomenda o "incremento das políticas de apoio educativo, no sentido de garantir melhores condições de frequência e de acompanhamento" dos alunos. Bettencourt lembra ainda que a população portuguesa, embora esteja a mudar, continua a ter qualificações baixas, quando comparada com a média da União Europeia.
O CNE está também preocupado com o abandono e o insucesso escolar. Relativamente ao insucesso, a situação vai mudando à medida que as crianças vão crescendo: ao longo dos seis primeiros anos, mais de 30 por cento dos alunos enfrentam o insucesso e, aos 15 anos, 45 por cento ainda frequentam o 3.º ciclo, quando deveriam estar mais à frente.

Sistema "ineficiente"

As repetências acumulam-se, assim como as dificuldades de aprendizagem. A percentagem de alunos a estudar no secundário, com a idade certa, é ainda muito reduzida. Portanto, o sistema "não assegura as condições" para que os estudantes concluam os estudos no tempo previsto. O secundário ainda tem taxas de transição e de escolarização na casa dos 60 por cento. "O sistema revela-se em boa parte ineficaz e ineficiente", sublinha o relatório.
Combater este problema requer uma sinalização e intervenção precoces e a manutenção, nas escolas, de equipas educativas que acompanhem os alunos ao longo da sua escolarização. São também precisas estratégias pedagógicas que façam "face à imensa heterogeneidade cultural" existente. Sobre este tema, no relatório há um capítulo só dedicado às boas práticas, centrado em agrupamentos que viram baixar as taxas de insucesso graças a medidas como a criação de "ambientes ricos em aprendizagem", através de orquestras ou de clubes, mas também com investimento em estratégias de recuperação dos alunos e de integração dos pais em processos de educação de adultos.
É também preciso mexer na oferta - as escolas não devem criar "guetos" para onde mandam os alunos com insucesso, mas apostar na qualidade. Preocupada, Ana Maria Bettencourt apela para que os efeitos da crise não se façam sentir na Educação.

Mais autonomia




INSTRUMENTOS DE DIAGNÓSTICO DO AUTISMO


 

Dos instrumentos de diagnóstico, as escalas de observação, Childhood Autism Rating Scale (CARS), das mais documentadas e utilizadas e a Autism Diagnostic Observation Schedule (ADOS), a mais recente, são descritas com algum pormenor, bem como, a entrevista, a mais utilizada na investigação a A Autism Diagnostic Interview-Revised (ADI-R).

AChildhood Autism Rating Scale (CARS), de autoria de Shopler, requer observação directa e entrevista. É composta por 15 itens e pode ser utilizada em qualquer criança com mais de dois anos.
A Autism Diagnostic Observation Schedule (ADOS), foi publicada por Catherine Lord em 1989, seguindo as revisões de 1995 e de 1998. A última versão é aplicável desde a idade pré-escolar em crianças não verbais até adultos verbais, dispondo de quatro módulos (indivíduos não verbais, indivíduos com frases, crianças fluentes e adolescentes ou adultos fluentes). Inclui actividades dirigidas pelo investigador para avaliar a comunicação, a interacção social, o jogo, o comportamento estereotipado, os interesses restritos e outras anomalias comportamentais.
A Autism Diagnostic Interview-Revised (ADI-R), consiste numa entrevista estruturada dirigida aos pais ou aos prestadores de cuidados (C. Lord 1994). É uma entrevista adequada para crianças e adultos com idade mental igual ou superior a 18 meses. Avalia as áreas consideradas nucleares de autismo à semelhança da DSM-IV e da CID-10.