quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Contratação dos psicólogos a exercer funções nas escolas

Contratação dos psicólogos a exercer funções nas escolas

18.Novembro.2010
Decorrente da audiência tida com a Exma. Sra. Ministra, no passado dia 18 de Outubro, foi dado conhecer à Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) a decisão da autorização para a contratação dos psicólogos a exercer funções nas escolas.
É nossa obrigação, enquanto Associação Pública Profissional, informar os nossos membros dos desenvolvimentos ocorridos relativos a este processo.
Neste sentido, a OPP pretende tornar pública, a informação obtida junto do Ministério da Educação de que:
a) As escolas já foram informadas dos serviços que lhes foram adstritos;
b) Foi decidida a delegação de competências no Director da Escola para proceder à abertura do procedimento concursal;
c) Seguir-se-á a publicação do aviso de abertura de concurso, brevemente.

Contratação dos psicólogos a exercer funções nas escolas

18.Novembro.2010
Decorrente da audiência tida com a Exma. Sra. Ministra, no passado dia 18 de Outubro, foi dado conhecer à Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) a decisão da autorização para a contratação dos psicólogos a exercer funções nas escolas.
É nossa obrigação, enquanto Associação Pública Profissional, informar os nossos membros dos desenvolvimentos ocorridos relativos a este processo.
Neste sentido, a OPP pretende tornar pública, a informação obtida junto do Ministério da Educação de que:
a) As escolas já foram informadas dos serviços que lhes foram adstritos;
b) Foi decidida a delegação de competências no Director da Escola para proceder à abertura do procedimento concursal;
c) Seguir-se-á a publicação do aviso de abertura de concurso, brevemente.

Contratação dos psicólogos a exercer funções nas escolas

18.Novembro.2010
Decorrente da audiência tida com a Exma. Sra. Ministra, no passado dia 18 de Outubro, foi dado conhecer à Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) a decisão da autorização para a contratação dos psicólogos a exercer funções nas escolas.
Contratação dos psicólogos a exercer funções nas escolas
18.Novembro.2010
Decorrente da audiência tida com a Exma. Sra. Ministra, no passado dia 18 de Outubro, foi dado conhecer à Ordem dos Psicólogos Portugueses (OPP) a decisão da autorização para a contratação dos psicólogos a exercer funções nas escolas.
É nossa obrigação, enquanto Associação Pública Profissional, informar os nossos membros dos desenvolvimentos ocorridos relativos a este processo.
Neste sentido, a OPP pretende tornar pública, a informação obtida junto do Ministério da Educação de que:
a) As escolas já foram informadas dos serviços que lhes foram adstritos;
b) Foi decidida a delegação de competências no Director da Escola para proceder à abertura do procedimento concursal;
c) Seguir-se-á a publicação do aviso de abertura de concurso, brevemente.

Representantes de encarregados de educação, professores, psicólogos, inspetores e trabalhadores das escolas uniram-se hoje na assinatura de um manifesto contra as restrições previstas para a Educação no âmbito do Orçamento do Estado para 2011, prometendo resistir

Vamos continuar a conversar”, disse no final da assinatura do documento, em declarações à imprensa, o secretário-geral da Federação Nacional dos Professores, Mário Nogueira, admitindo que hoje poderá ter nascido um novo movimento na Educação, ainda que simbolicamente.

Para já, o documento seguirá para a Presidência da República, para o Parlamento e para o Governo, não estando excluídas novas ações reivindicativas para a qualidade da escola pública e a estabilidade dos seus profissionais, bem como das famílias.

Fazendo várias críticas à política educativa dos últimos anos, os subscritores consideram que nunca como agora houve “intenção de impor cortes tão brutais”.

Além da redução de 11,2 por cento no Orçamento do Ministério da Educação, o documento lembra também as restrições financeiras impostas às autarquias e as consequências para as famílias do aumento da carga fiscal e redução de salários.

As medidas anunciadas dificultam os objetivos definidos para as metas de aprendizagem e alargamento da escolaridade para 12 anos, potenciando também o aumento de casos de indisciplina nas escolas, com a consequente redução de professores e funcionários, defendem os autores da iniciativa.

As medidas preconizadas para a Educação podem, segundo a Fenprof, levar à redução de 30 mil professores nas escolas, entre contratados e efectivos: “Hoje temos quase a certeza de que isso vai acontecer”, afirmou Mário Nogueira, para quem “o Governo de José Sócrates parece querer extinguir a Educação”.

Inês Faria, em nome do Sindicato Nacional dos Psicólogos, garantiu que ainda não abriram os concursos para a contratação destes profissionais, dando conta de pelo menos um caso em que existe apenas um psicólogo para todas as escolas de um município.
Luís Pesca, da Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública, destacou os contratos feitos à hora para auxiliares, sem formação, denunciando que “inúmeras escolas” continuam a funcionar sem o número suficiente de trabalhadores.

Para o presidente do Sindicato dos Inspetores de Educação e Ensino, José Calçada, o manifesto não é “um muro de lamentações”, mas uma prova de união e resistência entre vários agentes da comunidade educativa que o anterior Governo colocou “uns contra os outros”.

“Há cinco anos isto seria impossível”, disse, acrescentando: “Hoje estamos confrontados com problemas verdadeiramente dramáticos”.

Em representação da Confederação Independente de Pais e Encarregados de Educação, Joaquim Ribeiro afirmou que muitas vezes são as associações de pais a contratar gabinetes de psicologia para prestar apoio aos alunos, por ausência de resposta da escola, e manifestou receios de que deixem de ser asseguradas algumas valências pelas autarquias, devido aos cortes orçamentais.
O documento, em defesa da Educação, é também subscrito pela Confederação Nacional das Associações de Pais, pelo Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local e pela Delegação Nacional de Estudantes do Ensino Secundário e Básico.

sábado, 13 de novembro de 2010

Confederação de Pais subscreve manifesto da FENPROF contra cortes orçamentais




A Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) decidiu hoje subscrever o manifesto de contestação aos cortes orçamentais na educação lançado pela FENPROF, revelou o seu presidente, Albino Almeida.

“Em coerência com as linhas de actuação que a CONFAP teve na anterior legislatura em apoio das políticas educativas, que o actual Orçamento do Estado põe em causa, foi decidido subscrever os manifestos que contenham preocupações idênticas às da CONFAP, que sejam oriundos dos parceiros das comunidades escolares e educativas”, segundo um documento aprovado hoje pelo conselho geral da Confederação.

Neste sentido, Albino Almeida disse à agência Lusa que a CONFAP subscreverá o manifesto, ainda não fechado, lançado pela FENPROF [Federação Nacional dos Professores] no final de Outubro, que se insurge contra os cortes orçamentais e é a favor da continuidade do investimento na educação.

No conselho geral, que decorreu hoje durante todo o dia em Montemor-o-Velho (Coimbra), foi ratificado o trabalho que a CONFAP tem vindo a desenvolver tendo em vista chamar a atenção para “o retrocesso nas políticas educativas e sociais que o próximo Orçamento do Estado [OE] vai determinar, se se mantiverem os cortes que o mesmo prevê nestas áreas”.

Alertando para o número de pobres em Portugal, a CONFAP reitera que o próximo OE “deve ter uma cláusula de salvaguarda para que os alunos que perderam o 4º e 5º escalão do abono de família e cujo rendimento do agregado familiar não tenha sido alterado continuem a ter apoio da acção social escolar, garantindo-se o financiamento das autarquias e das escolas para esse fim”.

No documento, aprovado por unanimidade, a Confederação alerta ainda para a insuficiência de pessoal auxiliar educativo registada no início do ano letivo e, em relação aos psicólogos, defende a necessidade de existir um destes profissionais em cada agrupamento de escolas.
Considera ainda que os transportes escolares “estão a ser feitos de forma deficiente em muitas autarquias” e, no que diz respeito às actividades de enriquecimento curricular, sublinha “as dificuldades de contratação de professores de Inglês e de Música”.

A CONFAP alerta ainda que, "por consequência da entrada em vigor no OE do Código Contributivo, as associações de pais deixarão de ter condições" para contratar monitores e outros técnicos para garantir a componente de apoio à família, defendendo que este pessoal “deve ser contratado pelos agrupamentos” e pago pelos pais que dele necessitam, “podendo e devendo as autarquias e o governo apoiar os alunos carenciados que dele necessitem”.

Pais reúnem-se em Montemor-o-Velho para debater preocupações na educação




A falta de psicólogos nas escolas, os cortes no financiamento do ensino da música e o futuro das disciplinas de estudo acompanhado são algumas dos temas em cima da mesa.
Preocupada com os cortes na educação, ditados pelo Orçamento do Estado para 2011, a Confederação Nacional de Associações de Pais (Confap) reúne-se hoje em Montemor-o-Velho.

Os pais vão discutir a situação na educação e manifestar outras preocupações comuns, como o aumento do abandono escolar e a falta de psicólogos nas escolas.

A alocação de um psicólogo por agrupamento foi interrompida e neste momento só metade das escolas tinham psicólogo. Achamos isso muito grave, num ano em que temos que implementar a educação sexual e o Estatuto do Aluno, que prevêem um gabinete de atendimento ao aluno e às famílias. Não vemos como é que ele seja possível de se constituir”, afirma Albino Almeida, presidente da Confap

Os cortes no financiamento do ensino da música, o futuro das disciplinas de estudo acompanhado e área de projecto são outras matérias que preocupam os encarregados de educação e que serão tema de debate no encontro deste sábado

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Pais pagam ou substituem funcionários nas escolas




O apelo foi feito na Internet. Perante o número insuficiente de funcionários na escola, a associação de pais da EB 2,3 Filipa de Lencastre, em Lisboa, pediu a colaboração dos encarregados de educação para, em regime de voluntariado, acompanharem os alunos no horário de almoço.
Na escola do 1º ciclo S. João de Deus, no mesmo agrupamento, a falta de auxiliares foi resolvida de outra forma, com a associação de pais a pagar do seu bolso horas adicionais a uma das funcionárias. Se não fosse isso, uma só pessoa ficava responsável pela vigilância do edifício de dois andares e duas portas de saída e pelo acompanhamento das crianças quando vão ao ginásio na escola ao lado, explicam no blogue da associação. E pelo menos uma turma do 2º ciclo fica diariamente sem qualquer apoio, entre as 16h e as 17h30.
O cenário de "penúria" descrito levou o Bloco de Esquerda a relatar estas situações num requerimento, pedindo explicações ao Governo sobre o caso - que, quase dois meses após o início das aulas, continua a estar longe de ser o único, garantem pais e sindicatos. "Em duas escolas do 1º ciclo de Benfica, as crianças são acompanhadas na hora do almoço exclusivamente por pessoal pago pela associação de pais", diz José Pedro Dias, da Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação, que ontem se reuniu com o diretor regional de Educação de Lisboa para voltar a pedir soluções. "A Escola Maria Amália Vaz de Carvalho, com 1200 alunos, devia ter 17 funcionários mas só conta com 14. E cinco estão de baixa. Sei de um caso de uma criança deficiente que é acompanhada na escola por uma tia", continua José Pedro Dias, garantindo que o rácio de alunos por auxiliar de ação educativa, fixado por lei, "não está a ser cumprido".

Recurso a desempregados


Também Albino Almeida, da Confederação Nacional das Associações de Pais, lamenta que o Governo "incumpra a lei que criou" e considera "lamentável" que não assegure verbas para coisas tão essenciais às escolas como auxiliares de ação educativa e psicólogos. Recusa, no entanto, que os pais se substituam aos funcionários ou paguem do seu bolso: "É inaceitável. Se a escola não tem condições de funcionamento, deve fechar".
Apesar de muitos funcionários se terem reformado nos últimos anos, o Ministério da Educação "não abriu nenhuma vaga para novos trabalhadores", explica Luís Pesca, da Frente Comum dos Sindicatos da Administração Pública. E a prova de que estão em falta é que, só no ano passado, foram recrutados nos centros de emprego, através dos contratos de inserção, seis mil trabalhadores para exercer as tarefas do pessoal não docente.
"São pessoas que estão no desemprego, sem formação e que, por lei, deviam ser enquadradas por um profissional da área. Ora há escolas onde estes contratados são mais do que os efetivos. Depois, quando começam a ganhar experiência, são mandados embora porque os contratos não podem exceder um ano", critica Luís Pesca, lamentando que, na Educação, o Estado nem sequer assegure a regra que criou, permitindo a vinculação de um trabalhador por cada três que saem.
O Expresso questionou por diversas vezes o Ministério da Educação sobre o número de funcionários contratados e em falta, bem como o que vai acontecer a partir de janeiro, quando terminarem centenas de contratos de curta duração celebrados no início do ano letivo. Mas nunca obteve resposta.
Texto publicado na edição do Expresso de 6 de novembro de 2010

PCP diz que Governo rompeu o acordo com professores

PCP diz que Governo rompeu o acordo com professores

11.11.2010 - 08:23 Por Lusa

O PCP vai exigir hoje que a ministra da Educação, Isabel Alçada, esclareça se a avaliação de professores terá efeitos na progressão da carreira, acusando o Governo de ter rompido o acordo com os professores.
Isabel Alçada estará esta tarde no Parlamento Isabel Alçada estará esta tarde no Parlamento (Foto: Enric Vives-Rubio/arquivo)

 
Os deputados do PCP vão questionar Isabel Alçada sobre vários temas da Educação, durante a audição da ministra na comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, no âmbito da discussão na especialidade do Orçamento do Estado (OE) para 2011, hoje à tarde.

”Como é que o Governo tenciona, com este OE, cumprir o acordo de professores?”, perguntou o deputado Miguel Tiago, acusando o Executivo de ter rompido este acordo. O PCP quer que o Governo esclareça “que medidas é que vai tomar para garantir que a avaliação de docentes pode surtir efeitos na progressão da carreira - que é a contrapartida da avaliação”, adiantou o deputado Miguel Tiago.

Os comunistas vão ainda exigir um esclarecimento sobre se “os professores contratados vão ou não poder integrar a carreira docente, com a realização de um concurso extraordinário em 2011 que o Governo, pelos vistos, não abre”. A ministra da Educação anunciou, no mês passado, que o concurso extraordinário para a entrada nos quadros dos professores contratados não se irá realizar em 2011, por questões orçamentais, ao contrário do que foi acordado com os sindicatos em Janeiro.

“Como é que vamos conseguir viver nas escolas sem psicólogos, quando o Governo anunciou que os psicólogos iriam ser contratados no máximo até dia 7 do mês passado, e até hoje não os contratou?”, questionou ainda.

Por outro lado, o PCP vai ainda perguntar “como é que é possível que as escolas possam funcionar em condições regulares tendo em conta que há um corte nas despesas de funcionamento com uma dimensão de cerca de 12 por cento, quando comparado com o ano anterior, e tendo em conta que as escolas hoje têm custos de manutenção muito superiores”.

O PCP quer ainda saber como é que as escolas vão “conseguir sobreviver sem os auxiliares da acção educativa, os funcionários e os psicólogos e outros técnicos que neste Orçamento do Estado não encontram enquadramento”. “Como é que vamos fazer frente ao número de funcionários que vão sair das escolas já em Dezembro, cujos contratos de trabalho acabam, e confrontados com um Orçamento que impede a contratação”, perguntou ainda Miguel Tiago

Lei da Educação Sexual não está a ser cumprida em algumas escolas

 
Lei da Educação Sexual não está a ser cumprida em algumas escolas


A Associação para o Planeamento da Família vai fazer chegar às escolas novos materiais para apoiar a disciplina de Educação Sexual.
Ouvido pela TSF, o director-executivo da Associação para o Planeamento da Família revelou que a associação já enviou 'kits' em resposta à procura, tanto ao nível de «pedidos de materiais como de acções de formação».
No entanto, Duarte Vilar admitiu que ainda há escolas onde a lei da Educação Sexual não está a ser cumprida, sublinhando que as acções de formação são feitas num «regime antiquado».
Por seu turno, Alexandra Chumbo, presidente da Associação Família e Sociedade, disse à TSF que há escolas que não têm ainda Educação Sexual e pais que não querem os filhos nestas aulas.
No entanto, a Confap disse não ter conhecimento de casos de alunos impedidos de frequentar as aulas de Educação Sexual por causa dos pais, considerando que tal seria «ilegítimo».
Segundo Albino Almeida, a preocupação da Confap consiste na falta de psicólogos, que dificulta a implementação da educação sexual.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Relatório detalhado das provas de aferição identifica maiores fragilidades dos alunos dos 4.º e 6.º anos



Os alunos do 6.º ano estão "aquém do que é desejável" ao nível do conhecimento explícito da língua (gramática) nas provas de Português. Na Matemática revelam "dificuldades na resolução de problemas contextualizados" e uma "preocupante falta de sentido crítico face à plausibilidade das soluções que apresentam".
Já os estudantes do 4.º ano sentem maiores dificuldades na leitura, no que respeita ao Português, mas acompanham os colegas mais velhos na fraca capacidade para resolver problemas nos testes de Matemática.
Estes alertas constam dos relatórios nacionais das provas de aferição 2009/2010, divulgados no portal do Ministério da Educação, onde - pela primeira vez desde que estas provas foram introduzidas, em 1999 - é feita uma análise individualizada dos resultados em cada domínio de conhecimento.
Nas provas de Português do 6.º ano, os resultados globais são considerados "razoáveis e estáveis" pelo Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do ministério, com 69% dos estudantes a alcançaram médias positivas na escrita, 67% na leitura e 51% no conhecimento explícito da língua.
Porém, a análise mais detalhada destes desempenhos expõe fragilidades neste último domínio, em que 42% dos estudantes não conseguiram mais do que duas respostas totalmente certas e 10% não conseguiu obter a cotação máxima em nenhuma.
Já no 4.º ano, as médias são mais altas, mas invertem-se as competências, com a gramática e a escrita a atingirem percentagens de 73% de positivas e a compreensão da leitura a ficar-se pelos 69%, valores que o GAVE reconhece ficarem "um pouco aquém" do que seria desejável.
Contactado pelo DN, Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português (APP), considerou que os resultados dos estudantes do 6.º ano na gramática "não são surpreendentes" face às dificuldades que os docentes identificam nas aulas. Uma falha menos notória no 4.º ano porque o peso da gramática "é bastante reduzido" até essa altura.
Ainda assim, considerou "muito importante" a divulgação destes dados detalhados. "Praticamente desde que existem provas de aferição que temos pedido esta análise", disse, acrescentando: "Só é pena que não tenham sido enviados os resultados para as escolas antes do início do ano lectivo, porque teríamos um melhor conhecimento prévio dos pontos fortes e fracos dos alunos."
As provas de matemática do 4.º e 6.º anos conduzem à mesma conclusão: as dificuldades dos alunos na resolução de problemas. Entre os mais novos, o desempenho global chega aos 71% de respostas totalmente correctas, mas não vai além dos 17% quando é preciso resolver questões práticas de Números e Cálculo.
Os mais velhos demonstram bons conhecimentos de "conceitos e procedimentos" nas áreas temáticas de Estatística e Probabilidades, e de Números e Cálculo, atingindo 90% de respostas certas. Porém, na resolução de problemas contextualizados, tanto de Geometria como de Números e Cálculo, só 22% obteve a nota máxima.
Ressalve-se que, de acordo com os resultados nacionais, divulgados em Junho, 77% dos alunos do 6.º ano tiveram positiva a matemática e 88,4% a português. No 4.º ano, as percentagens foram, respectivamente, de 88,9% e de 84%.
O DN tentou, sem sucesso, ouvir os presidentes da associação e da sociedade portuguesa de matemática. O Ministério da Educação não quis prestar declarações.

Relatório detalhado das provas de aferição  identifica maiores fragilidades dos alunos dos 4.º e 6.º anos 

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Prova de Aferição de Matemática

Prova de Aferição de Matemática


Os alunos do 4.º e 6.º anos revelaram na Prova de Aferição de Matemática conhecimentos «bons» e «satisfatórios», respectivamente, ao nível de «conceitos e procedimentos», mas revelaram dificuldades na «resolução de problemas», escreve a Lusa.

Estas conclusões constam dos relatórios nacionais do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação relativos às Provas de Aferição de Matemática realizadas este ano e que foram divulgados esta terça-feira.
Assim, relativamente ao primeiro ciclo, os estudantes revelam «um bom conhecimento de conceitos e procedimentos, mas algumas dificuldades na resolução do problemas».
Já os alunos do 6.º ano revelam ser «detentores de um conhecimento satisfatório a nível de conceitos e procedimentos», mas «continuam a evidenciar dificuldades na resolução de problemas contextualizados».
O GAVE constata ainda «uma preocupante falta de sentido crítico face à plausibilidade das soluções que apresentam e uma manifesta dificuldade de comunicação escrita das suas ideias e raciocínios matemáticos».
Em ambos os casos, o GAVE recomenda que os professores promovam com mais frequência experiências matemáticas em que os alunos resolvem problemas com contexto e discutem estratégias de resolução, por exemplo.
No relatório do 4.º ano, constata-se que os alunos revelaram maiores dificuldades nas áreas de Números e Cálculo (19,9 por cento obtiveram uma classificação D ou E neste domínio, correspondentes a não satisfaz) e a Álgebra (16,8 por cento).
Ainda assim, globalmente, a percentagem média de respostas totalmente e parcialmente corretas ultrapassou os 70 por cento a Geometria e Medida e Estatísticas e Probabilidades. A Números e Cálculo e Álgebra e Funções estes valores situaram-se em 64,8 e 61,9 por cento, respectivamente.
Quanto ao 6.º ano, as notas mais baixas, de Não Satisfaz, registaram-se nos domínios de Geometria (25,8 por cento) e Números e Cálculo (33,1 por cento).


Alunos do 6º ano desiludem no Conhecimento Explícito da Língua



Alunos do 6º ano desiludem no Conhecimento Explícito da Língua



Quatro em cada dez alunos do 6.º ano não foram além de duas respostas totalmente corretas em nove no domínio do «Conhecimento Explícito da Língua» na Prova de Aferição, o que fica «aquém do desejável».

Segundo o relatório nacional do Gabinete de Avaliação Educacional (GAVE) do Ministério da Educação sobre a prova de Língua Portuguesa do 6.º ano, hoje divulgado, 42 por cento dos alunos teve um máximo de duas respostas totalmente corretas e 10 por cento não teve qualquer resposta integralmente correta.
«Os alunos evidenciam um bom desempenho ao nível da Compreensão da Leitura e da Expressão Escrita, mas permanecem aquém de que é desejável no que respeita ao Conhecimento Explicito da Língua», lê-se no relatório.