terça-feira, 19 de outubro de 2010

Escolas ainda sem autorização para contratar psicólogos, dizem sindicatos

Mário Nogueira



 
 19- 10- 2010 20: 43


Escolas ainda sem autorização para contratar psicólogos, dizem sindicatos


 
Ministério garantira na semana passada que tinha sido assinado um despacho para a contratação de duas centenas destes profissionais A Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e o Sindicato Nacional dos Psicólogos (SNP) garantiram esta terça-feira que as escolas ainda não foram autorizadas a contratar os psicólogos em falta, apesar de já ter sido assinado um despacho governamental nesse sentido, notica a Lusa.

«Até à data, nenhuma escola foi autorizada a contratar psicólogos», disse à agência Lusa o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, após reunir com o SNP.
No entanto, no início da semana passada, o Ministério da Educação garantiu que na quinta-feira anterior tinha sido assinado um despacho relativo a esta matéria, contemplando a contratação de «cerca de duas centenas» de psicólogos.
«Durante esta semana, depois de autorizadas nesse sentido, as escolas poderão desencadear os procedimentos de contratação dos referidos profissionais», afirmava então o Ministério da Educação, numa nota enviada à Lusa.
Segundo Mário Nogueira, a única explicação possível para o facto de as escolas não terem ainda sido autorizadas prende-se com a necessidade de o referido despacho necessitar do «aval» do Ministério das Finanças.
A agência Lusa tentou contactar sem sucesso o Ministério da Educação para obter mais esclarecimentos.
Num comunicado conjunto após a reunião desta tarde, Fenprof e SNP acusam o Governo de desvalorizar o papel dos psicólogos, lembrando que desde 2007 não é aberto qualquer concurso para a entrada destes profissionais nos quadros.
Reiterando que «este ano e até agora» não foi ainda autorizada a contratação dos psicólogos, os dois sindicatos afirmam que a sua não colocação «prejudica a orientação escolar dos alunos», «o apoio psicológico» e os trabalhos a desenvolver no âmbito da Educação Especial e dos Territórios Educativos de Intervenção Prioritária.
Fenprof e SNP lembram ainda que o rácio recomendado de psicólogos para alunos é de 1/400, mas que em Portugal a média é de 1/3000.

Bastonário reúne com Ministra da Educação


Bastonário reúne com Ministra da Educação
18.Outubro.2010

A OPP reuniu hoje com a Sr.ª Ministra da Educação, com vista a iniciar uma colaboração entre as duas entidades. Nesta reunião foi discutida a presente situação de colocação de psicólogos nas escolas, com a OPP a manifestar a sua preocupação pelo número de Serviços de Psicologia inoperacionais de momento, tendo a Sr.ª Ministra mostrado compreensão relativamente ao assunto e apresentado uma solução para a resolução do mesmo, que carece de aprovação por despacho conjunto.
A Sr.ª Ministra mostrou abertura para a resolução de uma situação que se arrasta há mais de 25 anos - o impedimento dos psicólogos leccionarem Psicologia no Ensino Secundário por falta de habilitação profissional. A Sr.ª Ministra da Educação concordou em colaborar com a OPP no sentido de uma maior exigência de responsabilidade pelos actos psicológicos prestados em contexto educativo, como seja a identificação pessoal e pelo numero de cédula profissional de todos os actos psicológicos, bem como o requisito de nos processos concursais ser solicitada prova de inscrição na Ordem.

Educação: Ministra Isabel Alçada recebeu bastonário

CORREIO DA MANHÃ - Terça-feira, 19 de Outubro de 2010


Educação: Ministra Isabel Alçada recebeu bastonário


200 psicólogos contratados

As escolas que tiveram psicólogo no último ano lectivo vão receber a indicação, durante esta semana, para a renovação dos contratos com estes profissionais. A garantia foi dada ontem pelo Ministério da Educação, após uma reunião com Telmo Baptista, bastonário da Ordem dos Psicólogos (OP).
Em causa estão 200 psicólogos cujos contratos terminaram no final do ano lectivo passado. "É importante que os profissionais continuem nas escolas, pois trabalham nos projectos de inclusão, nas necessidades educativas especiais, entre outras áreas", realçou Telmo Baptista ao CM.

O bastonário alertou Isabel Alçada para a urgência de portaria que permita aos psicólogos darem aulas de Psicologia. "É um problema com mais de 25 anos, e não é lógico que a um psicólogo não seja reconhecida habilitação para a docência." Outra proposta apresentada pela OP é a exigência de identificação de quem pratica actos psicológicos em contexto escolar. "Há muitas pessoas a exercer, não apenas nas escolas, que não são psicólogos. Tem de se exigir cédula, vinhetas, algo que identifique o profissional", explicou.
Segundo o bastonário, a OP detectou 64 profissionais não inscritos. Em alguns casos, foi apresentada queixa no Ministério Público. "Se houver uma queixa e o profissional não estiver inscrito, é um problema do foro criminal, é um caso de usurpação de título."

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Ministério da Educação autoriza contratação de psicólogos

Ministério da Educação autoriza
 contratação de psicólogos (2010-10-11)

SERA???


Segundo o Jornal de Notícias, durante uma interpelação na Assembleia da República, o secretário de Estado da Educação, Alexandre Ventura, garantiu ter sido já aprovado um despacho que autoriza as escolas a contratarem duzentos psicólogos este ano lectivo, sendo que já estão em serviço quatrocentos psicólogos na Educação para a Saúde e duzentos e cinquenta nos centros Novas Oportunidades.
Quanto à colocação de professores, o secretário de Estado assegurou que o "processo decorreu com toda a normalidade" estando pendente a colocação de duzentos e cinquenta e oito docentes pela bolsa de recrutamento e cento e quarenta e cinco ao nível da contratação de escola.

Educação - Tudo o que corre mal nas aulas cabe no blogue das escolas públicas

Educação



Tudo o que corre mal nas aulas cabe no blogue das escolas públicas


Publicado em 18 de Outubro de 2010
 
Pais e professores aderem à campanha do Movimento Escola Pública e denunciam turmas sobrelotadas, alunos sem professores ou escolas sem psicólogos


Maria Alberta é uma professora aflita. Tem quase 100 alunos nas suas turmas de Filosofia e não faz ideia onde arranjar tempo para corrigir os trabalhos de todos e acompanhar individualmente cada um dos adolescentes. Carlos Marques é um professor confuso. Ficou colocado na Secundária Rafael Bordalo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, para dar aulas de Contabilidade, mas não tem habilitações para isso. Enquanto aguarda que lhe resolvam o problema, há duas turmas sem aulas há quase um mês. Miguel Martinho é um professor angustiado. Dá aulas de Educação Musical na Escola Básica 2+3 Piscinas, em Lisboa, e muitas vezes não tem instrumentos musicais nem um quadro pautado para ensinar o dó-ré-mi.

São queixas na primeira pessoa. Pais, professores, alunos ou funcionários contam tudo o que corre mal nas escolas. Esse é o desafio que o Movimento Escola Pública (MEP) lançou com a campanha "Não Fiques Calado". A iniciativa está só no início, mas todos os dias chegam relatos de docentes ou de encarregados de educação que querem mostrar o que está errado no ensino público.
É o caso da professora Fátima Gomes que, todos os dias, tem a mesma dúvida: como é que a Secundária de Barcelos com mais de 1200 estudantes não contratou sequer um psicólogo? No outro canto do país, Cláudia Correia é uma mãe ainda à procura de respostas. As aulas já começaram há um mês e, na Escola Básica de Montenegro (Faro), faltam professores para assegurar as actividades de enriquecimento curricular, animadores socioculturais para ocupar os tempos livres das crianças ou computadores para alunos e professores usarem na sala de aula.
Queixas para ler online Turmas que ultrapassam o número legal de alunos, agrupamentos sem psicólogos, alunos com necessidades especiais sem acompanhamento, escolas onde faltam cobertura para os dias de chuva são as denúncias mais recorrentes que qualquer um pode ler no site movimentoescolapublica.blogspot.com.
O MEP promete fazer tudo para que as queixas não caiam no vazio. E por isso vai acompanhar todos os casos que vão chegando ao seu e-mail movimentoescolapublica@gmail.com. "O nosso objectivo passa por prestar apoio a todos que denunciam as ilegalidades e, se for caso disso, fazer com que as denúncias cheguem ao conhecimento do Ministério da Educação", explica o coordenador da campanha Miguel Reis.
Mais do que alertar para as falhas que ainda persistem desde o início das aulas, o Movimento Escola Pública quer demonstrar que sem recursos as escolas públicas não podem prestar um ensino de qualidade: "A própria ministra da Educação anuncia metas de aprendizagem, mas depois não há mais financiamento para cumprir esses objectivos. A escola pública precisa de meios para apoiar os alunos", critica Miguel Reis.
Trata-se, portanto, de um protesto que não pretende ser "só mais um protesto", avisa o coordenador da campanha: "Não queremos apenas criticar. Queremos sobretudo demonstrar que por detrás dessas críticas há alunos, professores e pais, que apesar de terem o direito a um ensino de qualidade, estão ainda muito longe de conquistarem a escola que merecem", remata.

sábado, 9 de outubro de 2010

Governo vai admitir 200 psicólogos



Governo vai admitir 200 psicólogos

O Governo já aprovou o despacho que autoriza as escolas a contratarem 200 psicólogos - garantiu ontem, quinta-feira, o secretário de Estado da Educação, no Parlamento. A ministra manteve silêncio sobre o concurso de afectação de professores no próximo ano.

Face ao congelamento de novas admissões na Função Pública, o Governo vai realizar o concurso de afectação de professores em 2011? Foi uma das perguntas mais repetidas ontem pela Oposição, durante a interpelação ao Governo suscitada pelo CDS-PP.
A antecipação do concurso para 2011 constava do acordo assinado com os sindicatos, em Janeiro. Em Abril, depois de o Parlamento aprovar a resolução do CDS - com os votos favoráveis do PS - que recomendava a integração nos quadros dos professores contratados há mais de dez anos, Isabel Alçada reafirmou o compromisso de realizar o concurso, mas ontem não proferiu uma palavra sobre o assunto.
A interpelação não teve aliás debate. A equipa ministerial - ajudada pelo ministro dos Assuntos Parlamentares que interveio no final - levou números sobre a cobertura do pré-escolar, inscrições e certificações do programa Novas Oportunidades ou construção de centros escolares que não correspondiam às perguntas dos deputados.
Além do concurso, a Oposição queria saber quais os impactos dos cortes orçamentais na Educação, se haverá redução do número de beneficiários na Acção Social Escolar, quantos professores, auxiliares e psicólogos faltam nas escolas e como o Governo irá suprir essas "carências".
Coube ao secretário de Estado Adjunto da Educação a resposta. Alexandre Ventura confirmou já ter assinado - com os secretários de Estado das Finanças e da Administração Pública - o despacho que autoriza as escolas a contratarem 200 psicólogos este ano lectivo, sendo que, garantiu, já estão em serviço 400 psicólogos na Educação para a Saúde e 250 nos centros Novas Oportunidades.
Quanto à falta de professores, anunciou o governante, faltam colocar 258 docentes pela bolsa de recrutamento e 145 ao nível da contratação de escola.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Psicólogos entregam petição no Parlamento


Psicólogos entregam petição no Parlamento

00h55m



O Grupo de Profissionais de Psicólogos em Contexto Escolar (Psiscolas) enviou ontem ao Parlamento a petição que defende a "contratação efectiva" de psicólogos pelas escolas. Em menos de uma semana o grupo conseguiu quase nove mil assinaturas.

O texto foi colocado on-line dia 29, à noite, pelo Psiscolas e ontem tinha quase nove mil signatários - em menos de três dias, a petição conseguiu ultrapassar as cinco mil necessárias para impor o debate parlamentar. O grupo espera agora pela convocação da Comissão Parlamentar de Educação para ser ouvido.
A expectativa, explicou ao JN Pedro Teixeira, é que a Oposição "possa desbloquear, até ao final do ano", pelo menos, "as vagas que estavam abertas", no ano passado. Depois, será retomada a luta pela criação de uma carreira no sistema de ensino.
As escolas, recorde-se, não podem renovar os contratos com os psicólogos escolares sem a publicação de um despacho conjunto dos ministérios da Educação e Finanças, que fixa "a quota anual de contratos a celebrar" e que ainda não foi publicado. Em consequência, calcula o psiscolas, há serviços de psicologia e orientação fechados em cerca de 300 agrupamentos - o que a uma média de 1200 a 1500 alunos por agrupamento, significa que entre 360 a 450 mil alunos podem ter perdido o apoio dos psicólogos escolares.
Hoje o grupo reúne com o presidente da Confederação Nacional de pais (Confap), em Vila Nova de Gaia; ontem reuniu em Lisboa para decidir novas acções de luta.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Bastonário estima que 200 psicólogos continuem à espera de colocação nas escolas



Telmo Batista .
Bastonário da Ordem dos Psicólogos
 
Educação



Bastonário estima que 200 psicólogos continuem à espera de colocação nas escolas


06.10.2010 - 14:51 Por Lusa

Mais de 200 psicólogos que desempenharam funções em contexto escolar continuam sem ser colocados nos estabelecimentos de ensino, comprometendo o trabalho anteriormente desenvolvido e o sucesso escolar de muitos alunos, denunciou hoje o bastonário da Ordem dos Psicólogos.
O trabalho destes profissionais “contribui para o sucesso escolar”, pelo que o atraso do Ministério da Educação em colocar os psicólogos nas escolas, “prejudica a qualidade de trabalho” e “contradiz a ideia de contribuir para o sucesso escolar”, afirmou Telmo Baptista. “É um investimento que não está a ser contemplado, um desperdício do trabalho realizado, porque é um trabalho de continuidade”, argumentou.

Segundo o psicólogo, é “preciso preparar todo o ano lectivo, fazer o despiste de situações problemáticas, fazer relatórios, trabalhar a adaptação à transição escolar ou planear estratégias de estudo”. “Tudo isto se faz com tempo, com preparação. Este atraso compromete as indicações e desejos do próprio Governo”, considerou, explicando que os psicólogos nas escolas trabalham com os alunos, mas também com os professores, a comunidade escolar e os pais.
Telmo Baptista disse que há um intervalo de tempo por causa das questões contratuais, mas que este ano se estão a estender e a atrasar de uma forma como nunca aconteceu em mais de dez anos de trabalho dos psicólogos nas escolas.

“É preciso intervenções em momentos específicos, é importante estarem na escola a tempo para intervirem no momento, pois só assim se resolvem muitos problemas que têm tendência a avolumar-se, como é o caso do bullying”, especificou o bastonário. No actual contexto, Telmo Baptista diz não perceber os “objectivos para as escolas”, já que a “escola inclusiva se faz com a presença de psicólogos”.

CRIANÇAS NEE