terça-feira, 5 de outubro de 2010

Eugénio, o génio das palavras - Versão 2


O Eugénio é um agente de software que funciona no ambiente Microsoft Windows para sugerir palavras que completem o texto que está a ser editado. O Eugénio analisa a vizinhança do cursor e sugere um número configurável de palavras que, na sua opinião, são mais relevantes no contexto. Este agente foi concebido para acelerar o processo de escrita a pessoas com limitações motoras. O programa foi desenvolvido em colaboração entre a Escola Superior de Tecnolgia e Gestão (ESTIG) de Beja, o Laboratório de Sistemas de Língua Falada (L²F) do INESC ID e o Centro de Reabilitação de Paralisia Cerebral de Beja (CPCB). A utilização do programa é gratuita para uso particular.

http://www.l2f.inesc-id.pt/~lco/eugenio/eugenio.zip

PSICOLOGO EDUCACIONAL


SITE CADIN

A Psicologia Educacional é um ramo da psicologia dedicado às problemáticas da educação e do processo ensino-aprendizagem de crianças e adultos. Enquanto ciência, a Psicologia Educacional centra-se no estudo dos mecanismos de aprendizagem e na eficácia das estratégias educacionais usadas em contexto escolar, bem como, no desenvolvimento de um projecto educativo adequado.

O trabalho do psicólogo educacional é desenvolvido em colaboração com os educadores (professores e pais) no sentido de tornar o processo ensino-aprendizagem mais efectivo. Desta forma, o psicólogo educacional tem um papel importante na avaliação e desenvolvimento de um plano de intervenção para crianças com necessidades educativas especiais - NEE, nomeadamente, dificuldades de aprendizagem específicas (p.e. dislexia, disortografia, etc.), perturbações comportamentais (p.e. perturbação de hiperactividade e défice de atenção) ou perturbações emocionais (p.e. ansiedade de desempenho, auto-estima ou auto-conceito diminuídos).
Neste processo torna-se fundamental ter em conta as características individuais das crianças (os seus interesses, competências, dificuldades e necessidades), por forma a viabilizar a readaptação da instituição educativa às necessidades educativas especiais da criança.
Com o objectivo de potenciar o sucesso na aprendizagem são utilizadas na intervenção várias as estratégias, nomeadamente: treinos de auto-controlo e auto-instrução, tomada de decisão, competências de planeamento, treino de competências para lidar com sentimentos, desenvolvimento das capacidades de autonomia e de motivação para o contexto escolar e ainda métodos e hábitos de estudo.

domingo, 3 de outubro de 2010

As Metas no Ensino Básico

Publicado a 30 de Setembro de 2010 -Digidc
As Metas no Ensino Básico

O Ensino Básico no actual Sistema Educativo Português incorpora os 1.º 2.º e 3.º Ciclos, constituindo o que a Lei de Bases na sua versão inicial (Lei 48/86, de 14 de Outubro) estabeleceu como a formação básica do cidadão, aspecto reafirmado nas alterações subsequentes a esta Lei (incluindo a última alteração constante da Lei 49/2005, de 30 de Agosto), e independentemente do facto de a escolaridade obrigatória se estender já para além desses limites. Assume-se ainda a Educação Pré-Escolar como uma primeira etapa desta Educação Básica, em que às crianças é garantido o conjunto de ambientes formativos e socializantes e as aprendizagens iniciadoras e sustentadoras do seu desenvolvimento harmonioso e da sua inserção no mundo social e no universo do conhecimento e da cultura que as rodeia.


1.º Ciclo

Em termos curriculares, e dado que actualmente a maioria das crianças frequentou a Educação Pré-Escolar, é no 1.º Ciclo que se desenvolvem e sistematizam as aprendizagens que, num dado momento histórico, a sociedade considera como a base fundacional para todas as aprendizagens futuras – na verdade, as aprendizagens correspondentes ao que poderíamos chamar uma educação de base, traduzida no currículo respectivo. É no 1.º Ciclo que se consolida e formaliza a aprendizagem das literacias, visando o domínio e o uso dos vários códigos linguísticos (a língua materna, mas também as linguagens matemática, artísticas, etc.); é também neste Ciclo que se estruturam as bases do conhecimento científico, tecnológico e cultural, isto é, as bases fundamentais para a compreensão do mundo, a inserção na sociedade e a entrada na comunidade do saber.

Esses conhecimentos estruturantes, solidamente adquiridos, são as fundações em que assentará o conhecimento específico de cada disciplina a desenvolver nos Ciclos seguintes e é necessário que, na sua abordagem inicial, se respeite a especificidade e o rigor próprios de cada área do saber. No entanto, as características do desenvolvimento e da forma de apreensão do real, nesta faixa etária, justificam uma organização do ensino e da aprendizagem que mobilize de forma integrada esses conhecimentos. A organização e gestão curricular integrada que este Ciclo de escolaridade requer não implica, pois, a diluição dos conhecimentos disciplinares específicos, mas a sua mobilização de forma inter-relacionada face a uma dada situação ou problema, através da concepção estratégica de sequências de aprendizagem dotadas de intencionalidade pedagógica.

A monodocência, para além de permitir a criação de uma relação estável da criança desta faixa etária com um adulto de referência, cria as condições para a gestão integrada do currículo neste Ciclo de escolaridade (embora por si só, não garanta essa integração). Por outro lado, a preparação para uma transição equilibrada para a pluridocência e a progressiva especialização dos saberes justificam situações de coadjuvação neste nível de ensino, mantendo-se o professor da turma com a responsabilidade de coordenar e gerir globalmente o currículo.

2.º Ciclo

No 2.º Ciclo, numa lógica de articulação vertical, estabelecem-se no currículo áreas do saber já mais específicas mas, no geral, integradoras de mais do que um saber disciplinar. Pretende-se neste Ciclo gerar a gradual percepção da especialidade dos conhecimentos, mas acentuando a sua integração em unidades curriculares que visibilizem a construção complementar do saber. Por isso se preconiza, embora a prática contradiga muitas vezes o legislado, que a distribuição dos docentes seja por áreas, sempre que possível, e se defende a importância de uma gestão curricular articulada horizontalmente, liderada pelo Director de cada Turma .

3º Ciclo

O mesmo princípio da gestão horizontal das aprendizagens curriculares das diferentes disciplinas permanece pertinente nos níveis de ensino subsequentes, mas no 3 º Ciclo reforça-se a abordagem disciplinar especializada, de modo a garantir o aprofundamento e o rigor das diferentes aquisições do conhecimento científico e cultural, sem prejuízo da necessidade de as equipas de professores trabalharem a especificidade dos saberes, a par do seu carácter complementar, face ao conhecimento e à cultura, e desenvolverem em conjunto a capacidade de interpretação da realidade em que os alunos vivem e agem como cidadãos. O 3º Ciclo orienta-se assim, na linha das tendências curriculares dominantes para este nível de ensino no conjunto dos países do mundo ocidental, para a consolidação e aprofundamento de conhecimentos, métodos e competências que permitam o prosseguimento e aprofundamento de estudos e a inserção em percursos de vida activa.

Notas Finais

Considera-se da maior importância para a qualidade do ensino e da aprendizagem que os professores e educadores de cada nível e/ou ciclo analisem as metas que antecedem e as que dão continuidade à aprendizagem dos alunos num dado momento, tendo em conta, respectivamente, os ciclos ou níveis anteriores e seguintes àquele em que trabalham. A operacionalização das Metas de Aprendizagem permite e incentiva a consideração dessa indispensável visão vertical da progressão da aprendizagem dos alunos ao longo do currículo.

As Metas na Educação Pré-Escolar

Publicado a 30 de Setembro de 2010 -Digidc


As Metas na Educação Pré-Escolar

Ao definir metas de aprendizagem para as diferentes áreas e disciplinas dos três ciclos do ensino básico, considerou-se necessário enunciar também as aprendizagens que as crianças deverão ter realizado no final da educação pré-escolar, reconhecida “como primeira etapa da educação básica no processo de educação ao longo da vida”.


Sendo que a educação pré-escolar é já frequentada por cerca de 90% das crianças, no ano anterior ao ingresso na escolaridade básica, mas que não tem carácter obrigatório, nem abrange todas as crianças a partir dos 3 anos, pareceu desejável enunciar apenas metas finais, não estabelecendo metas intermédias que, no 1.º, 2.º e 3.º ciclos, definem a progressão prevista.

A definição de metas finais para a educação pré-escolar, contribui para esclarecer e explicitar as “condições favoráveis para o sucesso escolar” indicadas nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, facultando um referencial comum que será útil aos educadores de infância, para planearem processos, estratégias e modos de progressão de forma a que todas as crianças possam ter realizado essas aprendizagens antes de entrarem para o 1.º ciclo. Não se pretende, porém, que esgotem ou limitem as oportunidades e experiências de aprendizagem, que podem e devem ser proporcionadas no jardim-de-infância e que exigem uma intervenção intencional do educador.

A eventual não consecução das metas para a educação pré-escolar não pode, no entanto, constituir entrave à entrada no 1.º ciclo. Poderão, sim, constituir um instrumento facilitador do diálogo entre educadores e professores do 1º ciclo, nomeadamente os que recebem o primeiro ano, a quem competirá dar seguimento às aprendizagens realizadas ou se, por qualquer razão, inclusive no caso das crianças que não tenham beneficiado de educação pré-escolar, as metas não tiveram sido alcançadas, assegurar que isso aconteça. Ao situarem as aprendizagens que constituem as bases de novos conhecimentos a desenvolver no 1.º ciclo, as metas para o final da educação pré-escolar são, assim, úteis ao trabalho dos professores do 1.º ciclo.

Poderão, finalmente, apoiar e esclarecer o diálogo com pais/encarregados de educação e a sua participação, bem como de outros adultos com responsabilidades na educação das crianças, que poderão ter acesso a um conjunto de aprendizagens que são importantes para o seu progresso educativo e escolar, compreendendo melhor o que as crianças aprendem e devem saber no final da educação pré-escolar, apoiando essas aprendizagens em situações informais do quotidiano.

Organização e Estrutura das Metas

Baseando-se nas Orientações Curriculares para a Educação Pré-Escolar, as metas de aprendizagem estão globalmente estruturadas pelas áreas de conteúdo aí enunciadas, mantendo a mesma designação. No entanto, a sua apresentação e organização interna têm algumas especificidades, ao adoptar, nas diferentes áreas, os grandes domínios definidos para todo o ensino básico e ao diferenciar alguns conteúdos que estão menos destacados nas Orientações Curriculares. Esta reorganização decorre da opção, que é comum à definição das metas para todo o ensino básico, de estabelecer uma sequência das aprendizagens que, neste caso, visa particularmente facilitar a continuidade entre a educação pré-escolar e o ensino básico.

Importa acrescentar que, se é obviamente necessário definir aprendizagens a realizar em cada área, não se pode esquecer que na prática dos jardins-de-infância se deve procurar uma construção articulada do saber, em que as áreas devem ser abordadas de uma forma globalizante e integrada. Este entendimento surge, aliás, nas aprendizagens definidas para algumas áreas, como será explicitado a seguir, na sua apresentação.

As áreas em que estas aprendizagens estão organizadas são as seguintes:

■Formação Pessoal e Social – esta área é apenas contemplada na educação pré-escolar dada a sua importância neste nível educativo, em que as crianças têm oportunidade de participar num grupo e de iniciar a aprendizagem de atitudes e valores que lhes permitam tornar-se cidadãos solidários e críticos. Nesta área, que tem continuidade nos outros ciclos enquanto educação para a cidadania, identificaram-se algumas aprendizagens globais que lhe são próprias. No entanto, tratando-se de uma área integradora, essas aprendizagens surgem muitas vezes também referidas, de modo mais específico em outras áreas, relacionadas com os seus conteúdos.

■Expressão e Comunicação – nesta área surgem separadamente os seus diferentes domínios. No domínio das Expressões são diferenciadas as suas diferentes vertentes: Motora, Plástica, Musical, Dramática, neste caso designada por Expressão Dramática/Teatro, tendo-se acrescentado a Dança que tem relações próximas com a Expressão Motora e Musical. As metas propostas para estas várias vertentes estão organizadas de acordo com domínios de aprendizagem que são comuns a todo o ensino artístico ao longo da escolaridade básica. Por seu turno, a estrutura da Expressão Motora corresponde à que é adoptada para a Educação Física Motora do 1º ciclo. Estas opções decorrem da intenção de progressão, articulação e continuidade que presidiu à elaboração destas metas.

■Linguagem Oral e Abordagem da Escrita – esta área corresponde à Língua Portuguesa nos outros ciclos e inclui não só as aprendizagens relativas à linguagem oral, mas também as relacionadas com compreensão do texto escrito lido pelo adulto, e ainda as que são indispensáveis para iniciar a aprendizagem formal da leitura e da escrita.

■Matemática – esta área contempla as aprendizagens fundamentais neste campo do conhecimento, distribuídas também pelos grandes domínios de aprendizagem que estruturam a aprendizagem da Matemática nos diferentes ciclos.

■Conhecimento do Mundo – esta área abarca o início das aprendizagens nas várias ciências naturais e humanas, tem continuidade no Estudo do Meio no 1º ciclo e inclui, tal como este, de forma integrada, o contributo de diferentes áreas científicas (Ciências Naturais, Geografia e História).

Acrescentou-se ainda:
■Tecnologias de Informação e Comunicação – uma área transversal a toda a educação básica e que, dada a sua importância actual, será, com vantagem, iniciada precocemente.

Com excepção da Formação Pessoal e Social, que é específica da educação pré-escolar, todas as metas para cada uma das outras áreas foram elaboradas, para a educação pré-escolar, pelas mesmas equipas de especialistas que estiveram encarregadas de as definir para as várias disciplinas dos diferentes ciclos do ensino básico e cujos nomes figuram na apresentação geral das metas. Estas equipas trabalharam em conjunto com a equipa central incumbida de apoiar a coordenação do projecto. No que diz respeito às metas para a educação pré-escolar, houve uma particular articulação de todas as equipas com Isabel Lopes da Silva da equipa central.
Notas finais

Não foram formuladas metas intermédias para a educação pré-escolar. Assim, as entradas em cada área estão organizadas por domínios que integram o conjunto das metas finais respectivas.





Mensagem da Ministra da Educação

Publicado a 30 de Setembro de 2010 -Digidc
Mensagem da Ministra da Educação

O Programa do XVIII Governo Constitucional na área da Educação define como objectivos prioritários a concretização de uma educação pré-escolar, básica e secundária de qualidade para todos e a valorização da escola pública como instrumento para a igualdade de oportunidades. Portugal poderá vencer com mais confiança os desafios do futuro e ocupar um lugar mais favorável na competição internacional se reforçar o rigor e a exigência na promoção e na consolidação das aprendizagens, as quais deverão naturalmente ser expressas em melhores resultados escolares.
O projecto Metas de Aprendizagem insere-se na Estratégia Global de Desenvolvimento do Currículo Nacional que visa assegurar uma educação de qualidade e melhores resultados escolares nos diferentes níveis educativos. Concretiza-se no estabelecimento de parâmetros que definem de forma precisa e escalonada as metas de aprendizagem para cada ciclo, o seu desenvolvimento e progressão por ano de escolaridade, para cada área de conteúdo, disciplina e área disciplinar. Corresponde a resultados da investigação nacional e internacional sobre padrões de eficácia no desenvolvimento curricular, que recomendam este tipo de abordagem.
Isabel Alçada
Ministra da Educação

sábado, 2 de outubro de 2010

INTRODUÇÃO HISTÓRICA AUTISMO


INTRODUÇÃO HISTÓRICA AUTISMO

O autismo é considerado um disturbio orgânico, resultante de disfunção cerebral prcoce, com sequelas crónicas, que se manifesta clinicamente como anomalias no neurodesenvolvimento e no comportamento.
Caracteriza-se por uma tríade semiológica de alterações na interacção social, na comunicação e no padrão do comportamento, que se expressa com uma grande heterogeneídade fenotípica.
O termo autismo, que deriva da palavra grega autos (o próprio), foi pela primeira vez usado no início do século XX, para designar uma categoria de distúrbios do pensamento, que estava presente nos doentes com esquizofrenia.
Décadas mais tarde, Leo Kanner, pedopsiquiatra americano, em 1943 publicou uma nova entidade a que chamou Autistic disturbances of affective contact. Esta sindrome, que combina autismo, obsessões, estereotipias e problemas de linguagem, foi pela  primeira vez distinguida da esquizofrenia.

Quase meio milhão de alunos perderam apoio de psicólogos


JORNAL DE NOTICIAS  - 02/10/10

Os psicólogos escolares lançaram, na noite de quarta-feira, uma petição online pela renovação dos seus contratos. Ontem, sexta-feira, à hora de fecho desta edição, estavam à beira de conseguir as cinco mil assinaturas para entregarem o documento no Parlamento.

O Sindicato Nacional de Psicólogos (SNP) não tem a certeza sobre o número exacto de profissionais que, no anterior ano lectivo, foram contratados pelas escolas.
A “estimativa” feita pelo grupo de psicólogos escolares – que também lançou a petição – é que 300 agrupamentos têm os serviços de psicologia e orientação fechados. Ou seja, calculam, no desemprego estão, neste momento, 300 psicólogos, que no ano passado acompanhavam 360 a 450 mil alunos (à média de um psicólogo ou serviço por agrupamento, entre 1200 a 1500 alunos).
Pedro Teixeira, psicólogo escolar há dois anos, acompanhou 102 alunos no ano lectivo anterior; desses, 50 deviam prosseguir o acompanhamento este ano por serem situações de risco familiar, social e possíveis casos de abandono escolar. Estão sem apoio.
Ontem, sexta-feira, reuniu-se com o director-regional da Educação do Norte, depois de uma concentração que o grupo promoveu no Porto. António Leite, garantiu, manifestou-lhe estar “ansiosamente à espera” do despacho do Governo, que autoriza as escolas a renovarem os contratos, mas “não tem qualquer informação sobre quando isso poderá acontecer”.
Na quarta-feira o grupo de psicólogos reúne-se em Lisboa para decidir novas acções de luta. Para já, esperam que a petição (http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=psiscola) atinja as cinco mil assinaturas para ser entregue no Parlamento; depois, retomam a luta pela criação de uma carreira no sistema de ensino.
“Não interessa lutar por uma carreira se os serviços se mantiverem fechados; nesse caso não haverá psicólogos nas escolas”, sublinhou Pedro Teixeira.
Há um número “reduzido” de escolas com psicólogo nos quadros – o único concurso a ser lançado foi em 1997. Desde então e até 2007 os psicólogos foram contratados por recibo verde; e há três anos, com a entrada em vigor do decreto 35/2007, um despacho conjunto dos ministérios da Educação e Finanças “fixa a quota anual de contratos a celebrar” – é esse despacho que ainda não foi publicado e sem o qual as escolas não podem renovar os vínculos. A excepção são as escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) e com contratos de autonomia.
Além do acompanhamento aos alunos, os psicólogos escolares são responsáveis, entre outras tarefas, pela avaliação psicológica aos alunos com Necessidades Educativas Especiais, detectar situações de risco e abandono escolar, mediar situações de indisciplina e bullying e pela aplicação da Educação Sexual.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Horários escolares vão ser investigados


Fenprof entregou à Inspecção lista de escolas
onde turmas não respeitam lei
Educação - Diário  Noticias
por ANA BELA FERREIRA
24 Setembro 2010


Horários escolares vão ser investigados

A Inspecção-Geral da Educação (IGE) vai investigar a constituição das turmas e a elaboração dos horários nas escolas do País. A averiguação é feita habitualmente no início do ano lectivo mas este ano a Fenprof já entrou ao organismo uma lista de irregularidades encontradas em vários estabelecimentos.

Há escolas em que as turmas têm mais alunos do que o número máximo (28) permitido ou mais do que dois alunos com necessidades educativas especiais, diz o secretário-geral da Fenprof. "Como sabemos que a IGE faz sempre nesta altura o levantamento das falhas para regularizar as situações quisemos alertar para alguns casos que não estão a respeitar a lei", diz Mário Nogueira.
Embora não saiba quantas situações irregulares denunciaram no dossier entregue ontem ao inspector-geral da Educação, Mário Nogueira adianta que "são muitas" e que "continuam a chegar mais queixas". No entanto, acredita que as situações só vão estar totalmente resolvidas no final do 1.º período.
O número de alunos por turma é uma das falhas mais apontadas. "Sabemos que há disciplinas que têm 34 alunos, porque juntam várias turmas. Outras têm mais de dois alunos com necessidades educativas especiais, o que representa verdadeiras irregularidades", defende o sindicalista. E nestes casos, Mário Nogueira reconhece que "há escolas que receberam indicações das direcções regionais de educação para fazer as turmas assim".
Do lado dos professores, os horários são o maior problema. "O problema coloca-se nos complementos individuais e não na componente lectiva dos docentes. O que se passa é que as escolas colocam sobre os professores mais tarefas do que aquelas que a lei prevê", explica o dirigente da Fenprof.
Os mega-agrupamentos não foram esquecidos e a Fenprof aponta situações, como duas escolas no Algarve, em que os professores fazem 30 quilómetros entre os dois estabelecimentos que pertencem ao mesmo agrupamento. Uma situação, lembra Mário Nogueira, que a ministra da Educação garantiu que não iria acontecer.
Apesar de ter apontado escolas em que a lei não está a ser cumprida, o dirigente sindical, garante que "a Fenprof não quer que a escola seja punida, apenas quer a lei seja respeitada". Ao DN, a IGE confirmou que tomou "boa nota das questões apresentadas", mas não confirmou se vai investigar os casos concretos denunciados pelo sindicato.

FRENPROF ACUSA DIRECÇÕES REGIONAIS DE PRESSIONAREM ESCOLAS


MÁRIO NOGUEIRA
FENPROF
RENASCENÇA - Inserido em 23-09-2010 00:50


Sindicato garante que há turmas com alunos a mais e professores a dar aulas acima do permitido.


Há escolas que foram pressionadas pelas Direcções Regionais de Educação para violarem a lei na elaboração de turmas e horários dos docentes, acusa a Federação Nacional de Professores. A FENPROF diz que há turmas com alunos a mais e docentes com horas lectivas superiores ao que está estabelecido legalmente.

No que diz respeito às turmas, Mário Nogueira, secretário-geral do sindicato, dá como exemplo as turmas com alunos com necessidades especiais. “Essas turmas não podem ter mais de 20 alunos se tem mais de dois alunos com dificuldades de aprendizagem mas, neste caso, há turmas com 28 alunos. Também temos informações de escolas que têm turmas que têm seis e sete alunos com necessidades educativas especiais, o que é ilegal”, disse.

A FENPROF fala também de violação da lei na elaboração dos horários dos professores em que são atribuídas “muito mais horas de serviço lectivo do que aquelas que a lei estabelece”.

Para o secretário-geral da FENPROF, estas situações resultam daquilo a que chama ganância do Governo em poupar.

Estes são temas que a Fenprof vai levar a uma reunião que vai ter esta quinta-feira com a Inspecção Geral de Educação.

A Renascença já contactou o Ministério da Educação mas até agora não foi possível obter qualquer esclarecimento.

Autarquias e escolas recorrem à psicologia positiva

Estudar “o melhor das pessoas e as pessoas no seu melhor” é o objectivo desta área da psicologia, que nos próximos dois dias será debatida em Lisboa por especialistas nacionais e internacionais.

PSICOLOGIA POSITIVA

Tem apenas uma década de existência, mas já é usada em Portugal por escolas, autarquias e até empresas. Na Portugal Telecom, existe mesmo um programa de felicidade para os trabalhadores. Falamos de psicologia positiva.
"A psicologia positiva tem vindo a investigar e criar programas para potenciar os melhores aspectos dos seres humanos desde, por exemplo, o humor, o amor, a esperança, o optimismo, a felicidade e o bem-estar, a criatividade e a generosidade", explica a professora da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Helena Marujo.
Esta área da psicologia estuda "o melhor das pessoas e as pessoas no seu melhor", acrescenta a psicóloga responsável pela Conferência Internacional de Psicologia Positiva, que esta quarta-feira começa em Lisboa e na qual vão participar investigadores nacionais e internacionais.
"É um ramo científico da psicologia com uma preocupação em usar a ciência para conhecer melhor tudo aquilo que são os factores que facilitam a vida dos seres humanos, que os põem na sua excelência e que os ajudam a estar melhor", resume ainda a especialista.
Até agora, a equipa de Helena Marujo já desenvolveu vários programas, um dos quais destinado às crianças e aos professores de algumas escolas portuguesas. Foi também “feito um programa de felicidade para os trabalhadores da PT".
Programas de formação para dirigentes de Câmaras Municipais e até dentro do ramo da banca são outros campos de acção destes investigadores.
As acções têm um efeito mais saudável, não apenas do ponto de vista psicológico mas também "com grandes consequências do ponto de vista físico, porque há claramente uma ligação com o bem-estar psicológico e os efeitos em termos de longevidade e protecção do sistema imunitário", refere Helena Marujo, em declarações à agência Lusa.
Durante dois dias, especialistas nacionais e internacionais vão debater temas como "O que será que contribui para uma nação positiva? Uma sociedade mais feliz?".
 
RADIO RENASCENSA
Empresas, Inserido em 29-09-2010 07:54