domingo, 3 de outubro de 2010

Mensagem da Ministra da Educação

Publicado a 30 de Setembro de 2010 -Digidc
Mensagem da Ministra da Educação

O Programa do XVIII Governo Constitucional na área da Educação define como objectivos prioritários a concretização de uma educação pré-escolar, básica e secundária de qualidade para todos e a valorização da escola pública como instrumento para a igualdade de oportunidades. Portugal poderá vencer com mais confiança os desafios do futuro e ocupar um lugar mais favorável na competição internacional se reforçar o rigor e a exigência na promoção e na consolidação das aprendizagens, as quais deverão naturalmente ser expressas em melhores resultados escolares.
O projecto Metas de Aprendizagem insere-se na Estratégia Global de Desenvolvimento do Currículo Nacional que visa assegurar uma educação de qualidade e melhores resultados escolares nos diferentes níveis educativos. Concretiza-se no estabelecimento de parâmetros que definem de forma precisa e escalonada as metas de aprendizagem para cada ciclo, o seu desenvolvimento e progressão por ano de escolaridade, para cada área de conteúdo, disciplina e área disciplinar. Corresponde a resultados da investigação nacional e internacional sobre padrões de eficácia no desenvolvimento curricular, que recomendam este tipo de abordagem.
Isabel Alçada
Ministra da Educação

sábado, 2 de outubro de 2010

INTRODUÇÃO HISTÓRICA AUTISMO


INTRODUÇÃO HISTÓRICA AUTISMO

O autismo é considerado um disturbio orgânico, resultante de disfunção cerebral prcoce, com sequelas crónicas, que se manifesta clinicamente como anomalias no neurodesenvolvimento e no comportamento.
Caracteriza-se por uma tríade semiológica de alterações na interacção social, na comunicação e no padrão do comportamento, que se expressa com uma grande heterogeneídade fenotípica.
O termo autismo, que deriva da palavra grega autos (o próprio), foi pela primeira vez usado no início do século XX, para designar uma categoria de distúrbios do pensamento, que estava presente nos doentes com esquizofrenia.
Décadas mais tarde, Leo Kanner, pedopsiquiatra americano, em 1943 publicou uma nova entidade a que chamou Autistic disturbances of affective contact. Esta sindrome, que combina autismo, obsessões, estereotipias e problemas de linguagem, foi pela  primeira vez distinguida da esquizofrenia.

Quase meio milhão de alunos perderam apoio de psicólogos


JORNAL DE NOTICIAS  - 02/10/10

Os psicólogos escolares lançaram, na noite de quarta-feira, uma petição online pela renovação dos seus contratos. Ontem, sexta-feira, à hora de fecho desta edição, estavam à beira de conseguir as cinco mil assinaturas para entregarem o documento no Parlamento.

O Sindicato Nacional de Psicólogos (SNP) não tem a certeza sobre o número exacto de profissionais que, no anterior ano lectivo, foram contratados pelas escolas.
A “estimativa” feita pelo grupo de psicólogos escolares – que também lançou a petição – é que 300 agrupamentos têm os serviços de psicologia e orientação fechados. Ou seja, calculam, no desemprego estão, neste momento, 300 psicólogos, que no ano passado acompanhavam 360 a 450 mil alunos (à média de um psicólogo ou serviço por agrupamento, entre 1200 a 1500 alunos).
Pedro Teixeira, psicólogo escolar há dois anos, acompanhou 102 alunos no ano lectivo anterior; desses, 50 deviam prosseguir o acompanhamento este ano por serem situações de risco familiar, social e possíveis casos de abandono escolar. Estão sem apoio.
Ontem, sexta-feira, reuniu-se com o director-regional da Educação do Norte, depois de uma concentração que o grupo promoveu no Porto. António Leite, garantiu, manifestou-lhe estar “ansiosamente à espera” do despacho do Governo, que autoriza as escolas a renovarem os contratos, mas “não tem qualquer informação sobre quando isso poderá acontecer”.
Na quarta-feira o grupo de psicólogos reúne-se em Lisboa para decidir novas acções de luta. Para já, esperam que a petição (http://peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=psiscola) atinja as cinco mil assinaturas para ser entregue no Parlamento; depois, retomam a luta pela criação de uma carreira no sistema de ensino.
“Não interessa lutar por uma carreira se os serviços se mantiverem fechados; nesse caso não haverá psicólogos nas escolas”, sublinhou Pedro Teixeira.
Há um número “reduzido” de escolas com psicólogo nos quadros – o único concurso a ser lançado foi em 1997. Desde então e até 2007 os psicólogos foram contratados por recibo verde; e há três anos, com a entrada em vigor do decreto 35/2007, um despacho conjunto dos ministérios da Educação e Finanças “fixa a quota anual de contratos a celebrar” – é esse despacho que ainda não foi publicado e sem o qual as escolas não podem renovar os vínculos. A excepção são as escolas TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) e com contratos de autonomia.
Além do acompanhamento aos alunos, os psicólogos escolares são responsáveis, entre outras tarefas, pela avaliação psicológica aos alunos com Necessidades Educativas Especiais, detectar situações de risco e abandono escolar, mediar situações de indisciplina e bullying e pela aplicação da Educação Sexual.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Horários escolares vão ser investigados


Fenprof entregou à Inspecção lista de escolas
onde turmas não respeitam lei
Educação - Diário  Noticias
por ANA BELA FERREIRA
24 Setembro 2010


Horários escolares vão ser investigados

A Inspecção-Geral da Educação (IGE) vai investigar a constituição das turmas e a elaboração dos horários nas escolas do País. A averiguação é feita habitualmente no início do ano lectivo mas este ano a Fenprof já entrou ao organismo uma lista de irregularidades encontradas em vários estabelecimentos.

Há escolas em que as turmas têm mais alunos do que o número máximo (28) permitido ou mais do que dois alunos com necessidades educativas especiais, diz o secretário-geral da Fenprof. "Como sabemos que a IGE faz sempre nesta altura o levantamento das falhas para regularizar as situações quisemos alertar para alguns casos que não estão a respeitar a lei", diz Mário Nogueira.
Embora não saiba quantas situações irregulares denunciaram no dossier entregue ontem ao inspector-geral da Educação, Mário Nogueira adianta que "são muitas" e que "continuam a chegar mais queixas". No entanto, acredita que as situações só vão estar totalmente resolvidas no final do 1.º período.
O número de alunos por turma é uma das falhas mais apontadas. "Sabemos que há disciplinas que têm 34 alunos, porque juntam várias turmas. Outras têm mais de dois alunos com necessidades educativas especiais, o que representa verdadeiras irregularidades", defende o sindicalista. E nestes casos, Mário Nogueira reconhece que "há escolas que receberam indicações das direcções regionais de educação para fazer as turmas assim".
Do lado dos professores, os horários são o maior problema. "O problema coloca-se nos complementos individuais e não na componente lectiva dos docentes. O que se passa é que as escolas colocam sobre os professores mais tarefas do que aquelas que a lei prevê", explica o dirigente da Fenprof.
Os mega-agrupamentos não foram esquecidos e a Fenprof aponta situações, como duas escolas no Algarve, em que os professores fazem 30 quilómetros entre os dois estabelecimentos que pertencem ao mesmo agrupamento. Uma situação, lembra Mário Nogueira, que a ministra da Educação garantiu que não iria acontecer.
Apesar de ter apontado escolas em que a lei não está a ser cumprida, o dirigente sindical, garante que "a Fenprof não quer que a escola seja punida, apenas quer a lei seja respeitada". Ao DN, a IGE confirmou que tomou "boa nota das questões apresentadas", mas não confirmou se vai investigar os casos concretos denunciados pelo sindicato.

FRENPROF ACUSA DIRECÇÕES REGIONAIS DE PRESSIONAREM ESCOLAS


MÁRIO NOGUEIRA
FENPROF
RENASCENÇA - Inserido em 23-09-2010 00:50


Sindicato garante que há turmas com alunos a mais e professores a dar aulas acima do permitido.


Há escolas que foram pressionadas pelas Direcções Regionais de Educação para violarem a lei na elaboração de turmas e horários dos docentes, acusa a Federação Nacional de Professores. A FENPROF diz que há turmas com alunos a mais e docentes com horas lectivas superiores ao que está estabelecido legalmente.

No que diz respeito às turmas, Mário Nogueira, secretário-geral do sindicato, dá como exemplo as turmas com alunos com necessidades especiais. “Essas turmas não podem ter mais de 20 alunos se tem mais de dois alunos com dificuldades de aprendizagem mas, neste caso, há turmas com 28 alunos. Também temos informações de escolas que têm turmas que têm seis e sete alunos com necessidades educativas especiais, o que é ilegal”, disse.

A FENPROF fala também de violação da lei na elaboração dos horários dos professores em que são atribuídas “muito mais horas de serviço lectivo do que aquelas que a lei estabelece”.

Para o secretário-geral da FENPROF, estas situações resultam daquilo a que chama ganância do Governo em poupar.

Estes são temas que a Fenprof vai levar a uma reunião que vai ter esta quinta-feira com a Inspecção Geral de Educação.

A Renascença já contactou o Ministério da Educação mas até agora não foi possível obter qualquer esclarecimento.

Autarquias e escolas recorrem à psicologia positiva

Estudar “o melhor das pessoas e as pessoas no seu melhor” é o objectivo desta área da psicologia, que nos próximos dois dias será debatida em Lisboa por especialistas nacionais e internacionais.

PSICOLOGIA POSITIVA

Tem apenas uma década de existência, mas já é usada em Portugal por escolas, autarquias e até empresas. Na Portugal Telecom, existe mesmo um programa de felicidade para os trabalhadores. Falamos de psicologia positiva.
"A psicologia positiva tem vindo a investigar e criar programas para potenciar os melhores aspectos dos seres humanos desde, por exemplo, o humor, o amor, a esperança, o optimismo, a felicidade e o bem-estar, a criatividade e a generosidade", explica a professora da Faculdade de Psicologia da Universidade de Lisboa Helena Marujo.
Esta área da psicologia estuda "o melhor das pessoas e as pessoas no seu melhor", acrescenta a psicóloga responsável pela Conferência Internacional de Psicologia Positiva, que esta quarta-feira começa em Lisboa e na qual vão participar investigadores nacionais e internacionais.
"É um ramo científico da psicologia com uma preocupação em usar a ciência para conhecer melhor tudo aquilo que são os factores que facilitam a vida dos seres humanos, que os põem na sua excelência e que os ajudam a estar melhor", resume ainda a especialista.
Até agora, a equipa de Helena Marujo já desenvolveu vários programas, um dos quais destinado às crianças e aos professores de algumas escolas portuguesas. Foi também “feito um programa de felicidade para os trabalhadores da PT".
Programas de formação para dirigentes de Câmaras Municipais e até dentro do ramo da banca são outros campos de acção destes investigadores.
As acções têm um efeito mais saudável, não apenas do ponto de vista psicológico mas também "com grandes consequências do ponto de vista físico, porque há claramente uma ligação com o bem-estar psicológico e os efeitos em termos de longevidade e protecção do sistema imunitário", refere Helena Marujo, em declarações à agência Lusa.
Durante dois dias, especialistas nacionais e internacionais vão debater temas como "O que será que contribui para uma nação positiva? Uma sociedade mais feliz?".
 
RADIO RENASCENSA
Empresas, Inserido em 29-09-2010 07:54

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Educação: Mais de uma centena de psicólogos deslocam-se sexta feira à DREN para exigir colocação

Porto, 30 set (Lusa) -- Cerca de centena e meia de psicólogos que desempenharam funções em contexto escolar deslocam-se sexta feira à Direcção Regional de Educação do Norte (DREN) para tentar obter respostas sobre o processo de contratações para o corrente ano letivo.
Em declarações hoje prestadas à agência Lusa, Jorge Humberto, representante do Grupo PSISCOLAS, explicou que esta decisão foi tomada na sequência de várias tentativas infrutíferas para obter uma clarificação sobre a situação destes profissionais junto da DREN e do Ministério da Educação.
"O ano letivo começou a 13 de setembro e ainda não foi dada qualquer instrução relativa à contratação de psicólogos para as escolas. Estamos na situação de desempregados desde 31 de agosto a aguardar, na total incerteza, que seja autorizada a abertura de vagas para o corrente ano letivo", disse o especialista.



Este texto da agência Lusa foi escrito ao abrigo do novo Acordo Ortográfico

CRITÉRIOS DIAGNÓSTICO AUTISMO



INTERACÇÃO SOCIAL

Défice qualitativo na Interacção social, manifestado pelo menos por duas das seguintes características:

  • acentuado défice no uso de múltiplos comportamentos não verbais, tais como o contacto visual, a expressão facial, a postura e os gestos reguladores da interacção social;
  • incapacidade para desenvolver relações com os companheiros, adequadas ao nível de desenvolvimento;
  • ausência da tendência espontânea para partilhar prazeres, interesses ou objectivos (por exemplo, não mostrar, trazer ou indicar objectos de interesse) com os outros;
  • falta de reciprocidadesocial ou emocional.
COMUNICAÇÃO

Défice qualitativo na comunicação, manifestado pelo menos por uma das seguintes características:

  • atraso ou ausência total de desenvolvimento da linguagem oral (não acompanhada de tentativas para compensar através de modos alternativos de comunicação, tais como: gestos ou mimica);
  • uma acentuada incapacidade na competência para iniciar ou manter uma conversação com os outros, nos sujeitos com um discurso adequado;
  • uso estereotipado ou repetitivo da linguagem ou linguagem idiossincrática;
  • ausência de jogo realista espontâneo, variado, ou de jogo social imitativo adequado ao nível de desenvolvimento.
COMPORTAMENTO REPETITIVO

Défice qualitativo no comportamento repetitivo, manifestado pelo menos por uma das seguintes características:

  • preocupação absorvente por um ou mais padrões estereotipados e restritivos de interesses que resultam anormais, quer na intensidade quer no seu objectivo;
  • adesão, aparentemente inflexível, a rotinas ou rituais especifícos, não funcionais;
  • manerismos motores estereotipados e repetitivos (por exemplo, sacudir ou rodar as mãos ou dedos ou movimentos complexos de todo o corpo);
  • preocupação persistente com parte de objectos.


CRITÉRIOS DIAGNÓSTICO AUTISMO

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

O Portal da Educação
Quarta-feira, 29 de Setembro de 2010


Escolas sem psicólogos


Abertura de vagas para a contratação de psicólogos ainda não foi autorizada. Neste momento, mais de 360 mil alunos estarão sem apoio nesta área. A comunidade educativa salienta a importância dos profissionais e o seu papel nas dinâmicas e projectos escolares.

O alerta partiu do Grupo de Profissionais de Psicologia em Contexto Escolar (Psiscolas): a abertura de vagas para a contratação de psicólogos ainda não foi autorizada. O grupo não tardou a fazer as contas. "O número de agrupamentos que estará este ano lectivo sem serviço de psicologia rondará os 300. Utilizando um intervalo médio de 1200 a 1500 alunos por agrupamento, podemos sugerir que entre 360 mil e 450 mil alunos estão, neste momento, sem este serviço", adiantou, à Lusa, Pedro Teixeira, um dos representantes do Psiscolas.

As excepções residem nas contratações já feitas pelos agrupamentos TEIP (Territórios Educativos de Intervenção Prioritária) e pelas estruturas escolares com autonomia especial. Mesmo assim, a situação é, para o grupo Psiscolas, preocupante. "A maioria dos psicólogos contratados em anos anteriores para desenvolvimento de projectos nas escolas está, desde 31 de Agosto, desempregada, a aguardar pacientemente e na total incerteza que seja autorizada a abertura de vagas para o corrente ano lectivo", sustenta Pedro Teixeira.

A incerteza está instalada e em causa estão apoios ao desenvolvimento psicológico dos alunos, à sua orientação escolar e profissional e às próprias actividades educativas. Os psicólogos têm sido também responsáveis pela aplicação de projectos de combate ao insucesso escolar. O Psiscolas defende um vínculo estável para os psicólogos para que assim possam entrar e progredir na carreira.

A Escola Secundária José Estêvão, em Aveiro, tem um psicólogo para um universo de 950 alunos. Um profissional que conhece os cantos da casa, mas, mesmo assim, não tem tido mãos a medir para dar resposta às solicitações. "O psicólogo acompanha todos os casos que precisam de acompanhamento, não chega para as encomendas", comenta Alcino Carvalho, director da secundária aveirense. Na sua opinião, e se tudo pudesse ser perfeito, o ideal seria ter uma equipa multidisciplinar em cada escola que se concentrasse em várias situações que dizem respeito à comunidade educativa e que, por vezes, não têm o tratamento adequado.

Alcino Carvalho está satisfeito com o trabalho do técnico de psicologia que integra o conselho pedagógico da escola. Além das tarefas inerentes a essa pertença, o psicólogo tem ainda de estar atento às questões relacionadas com a vocação profissional, acompanhar casos mais complexos e fazer a ponte entre alunos, professores e famílias. Para o responsável, os psicólogos "são fundamentais nas dinâmicas próprias das escolas". Quer em ouvir os alunos individualmente, quer na sua participação em projectos que envolvam a comunidade educativa e que a todos diz respeito.

Catarina Agante é psicóloga do serviço de Psicologia e Orientação do Agrupamento de Miragaia e realça, naturalmente, a importância do papel desses profissionais nas escolas e em novas realidades que este ano lectivo despontam. "Os psicólogos são essenciais no contexto escolar, como outros profissionais", sublinha. E há muito para fazer. Desde uma avaliação da própria cultura pedagógica, a respostas a necessidades psíquicas e afectivas. Para que quem precisa de uma mão amiga encontre uma porta aberta.

A instabilidade social e económica, tantas vezes falada e sentida em casa, reflecte-se na escola. Também por isso a existência de psicólogos nas escolas faz todo o sentido. "Justificam-se mais profissionais nesta área até porque há necessidade de trabalhar com as colegas de ensino especial." E não só. O envolvimento dos psicólogos em projectos de educação para a saúde é igualmente bem-vindo, como outras actividades de apoio. Além disso, a fusão de vários agrupamentos demonstra uma nova realidade. Catarina Agante alerta para essa situação e sustenta que é preciso dar respostas em contextos mais abrangentes. A área de intervenção esticou. "Houve uma reorganização e é necessário acautelar o rácio de profissionais à realidade que temos agora", sublinha.

Paula Monteiro é psicóloga, formadora na área e acompanha famílias na resolução de várias problemáticas. Há dois patamares que destaca na intervenção dos psicólogos em contexto escolar. Na orientação vocacional e nas questões que envolvem o insucesso escolar. "Obviamente que a sua intervenção não se resume a estas duas áreas", repara. Na sua perspectiva, é importante a presença nas escolas de um profissional habilitado que conduza as consultas psicológicas e de orientação vocacional, em idades delicadas e em que ter alguém para escutar pode fazer a diferença.

O psicólogo é também uma peça fundamental no que diz respeito ao combate ao insucesso escolar. "Há muitas razões que ajudam a explicar o insucesso escolar e que não se restringem à falta de estudo ou problemas de aprendizagem", sustenta Paula Monteiro. Há outros motivos que, realça, "normalmente só podem ser identificados por uma pessoa que está treinada para os identificar". Há questões transversais - como, por exemplo, a falta de comunicação com os pais - que podem ajudar a perceber a falta de aproveitamento de alguns estudantes.

Fenprof alerta para turmas que não cumprem normas legais

PÚBLICO 29/10/2010

A existência de vários casos concretos de turmas já constituídas em que não é cumprida a legislação em relação às crianças com necessidades educativas especiais (NEE) está entre as denúncias que a Federação Nacional de Professores (Fenprof) levará hoje aos responsáveis da Inspecção-Geral de Educação (IGE), aos quais vai pedir que intervenham para corrigir "ilegalidades" e "arbitrariedades".